Pesquisa do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que dois em cada três itens alimentícios tinham mais que 600 miligramas de sódio por 100 gramas ou 100 mililitros do produto, índice considerado alto. Os pesquisadores analisaram a informação alimentar e nutricional de sódio em rótulos de cerca de 1,3 mil alimentos industrializados ultraprocessados prontos e semiprontos e constatou que a maioria dos produtos tinha mais sódio do que o recomendado.
Além do excesso, a pesquisa constatou uma grande variação na oferta do nutriente entre produtos similares, mas de marcas diferentes, como o molho de tomate. A pesquisadora relata que em alguns não havia adição de sódio, enquanto em outros a quantidade ofertada em 100 gramas de molho chegava a aproximadamente 80% da recomendação diária preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As conclusões reforçam a importância do cuidado na hora de escolher os alimentos.
Segundo o médico cardiologista Victor Lira, na escolha de um alimento devemos observar além do preço, validade e quantidade de calorias e sódio, principalmente os industrializados. “Praticamente todos os alimentos já contém sódio na sua constituição, mas os alimentos industrializados apresentam uma maior concentração deste sal para aumentar o tempo de validade do produto e ter um sabor mais chamativo para o cliente. Porém, o consumo excessivo destes alimentos pode trazer sérias consequências para a saúde do paciente. O sódio leva a um aumento da pressão arterial, a hipertensão, gerando problemas renais, edemas e doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral”, explica.
De acordo com a OMS, o ideal é que cada adulto consuma diariamente até cinco gramas de sal, o que equivale a uma colher rasa de chá do produto por dia. No Brasil, pesquisas apontam que a média ultrapassa o dobro e fica em 12 gramas, um perigo para o organismo.
De olho no aumento nos índices de brasileiros com doenças crônicas como hipertensão, obesidade e diabete, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negocia com o setor alimentício uma redução da quantidade de sódio em uma série de alimentos industrializados, como pães, salgadinhos e embutidos, até 2016. Porém, algumas redes de supermercados já se anteciparam a medida. O Grupo Pão de Açúcar já reduziu a participação de sal no pão francês em 10% de 2% para 1,8%. A ação envolve a produção de 490 padarias próprias, o que significa uma produção mensal de cerca de 44 milhões unidades de pão francês. “O pão francês é um alimento que compõe a grande maioria das mesas dos brasileiros. Precisaríamos cuidar para que vários aspectos dessa mudança fossem exaustivamente testados para garantir a sua eficácia tanto no que diz respeito aos aspectos relacionados à saúde e qualidade de vida, quanto da preservação do sabor, tão apreciado pelos consumidores”, declara Mariangela Ikeda, diretora de desenvolvimento e formação técnica.
A nova receita do pão francês com menor teor de sal está em linha com as diretrizes do Guia de Boas Práticas Nutricionais para o pão francês, elaborado pela Anvisa, material que tem por objetivo promover a redução da quantidade de sódio usado na alimentação brasileira como forma de combater doenças crônicas, como pressão alta e problemas cardiovasculares.
Source: Portalaz (http://goo.gl/KsuIV)
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mercredi 31 octobre 2012
vendredi 5 octobre 2012
Sonae já cresceu mais no estrangeiro do que em Portugal
O grupo de Paulo Azevedo quer reforçar a expansão internacional da Zippy, WeDo, MDS e Sonae Sierra.
Numa altura em que o consumo no mercado interno está em queda livre, o caminho das empresas é cada vez mais a aposta na expansão internacional. Esta estratégia foi adoptada pelo grupo Sonae, liderado por Paulo de Azevedo, e já está a dar frutos. O gestor revelou esta semana que "já temos empresas que vendem mais de 50% no mercado internacional". No universo Sonae, avançou, há "quatro empresas que vendem mais lá fora do que dentro de Portugal e que geram valor para a economia portuguesa porque o retorno do investimento vem para o País".
Sonae Sierra, nos centros comerciais, WeDo Technologies, MDS - na área de corretagem de seguros - e a marca de vestuário infantil Zippy são as empresas onde a aposta da Sonae na internacionalização resultou num maior crescimento no mercado externo do que em Portugal, avançou fonte oficial do grupo ao Diário Económico.
Paulo de Azevedo sublinhou - na conferência "Competitividade e crescimento de Portugal no contexto mundial", que se realizou esta semana - que "o consumo não vai crescer, poderá até diminuir, pelo que não vão surgir oportunidades mais interessantes". Por isso, a estratégia passa, "em alguns casos, por mudar para modelos de negócio mais competitivos", como já está a acontecer com "a Sonae Sierra que "está a vender serviços lá fora, assim como nas telecomunicações em que há empresas de sistemas de informação que também estão a prestar serviços no exterior".
Source: Economico Sapo (http://goo.gl/yRjpM)
jeudi 4 octobre 2012
La lusa Sonae Industria cierra de su planta en el Reino Unido
La empresa portuguesa Sonae Industria, especialista en la producción de paneles de madera, confirmó hoy el cierre de su fábrica en Knowsley, en el noroeste del Reino Unido, y el despido de la mayoría de los 220 trabajadores de la planta.
En un comunicado, la filial del grupo luso Sonae esgrimió la clausura de la factoría debido a "dificultades políticas y de licencia" después del incendio que sufrió en el 2011 y que provocó una moción parlamentaria en favor de su cierre definitivo.
Otra razón apuntada por Sonae Industria son los bajos e "insostenibles" niveles de utilización de capacidad de la fábrica, donde en los últimos tres años murieron tres trabajadores locales.
El anuncio del cierre de la fábrica de Knowsley se había producido el pasado julio, pero se oficializó hoy transcurridos los 90 días legales para que la empresa negociase con los trabajadores y los representantes sindicales.
Sonae Industria cuenta con unos 4.800 empleados y 27 centros de producción en siete países, entre ellos Portugal, España, Francia, Alemania, Canadá o Sudáfrica. EFECOM
Source: Expansion (http://goo.gl/n9OzD)
lundi 24 septembre 2012
Lucro da Sonae cai 22% para 36 milhões
O resultado líquido total da Sonae caiu para 36 milhões de euros no primeiro semestre, uma redução de 22 por cento face aos primeiros seis meses de 2011, anunciou hoje o grupo.
O volume de negócios da Sonae sofreu uma quebra de dois por cento durante os primeiros seis meses deste ano, para 2.531 milhões de euros, uma "evolução" tendo em conta a contracção de cinco por cento do consumo privado, indica a empresa no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o que levou a "novos ganhos de quota de mercado, que foram evidentes no negócio de base alimentar e não-alimentar".
"O resultado líquido registou os impactos do aumento do custo da dívida e dos resultados indirectos negativos associados às avaliações de centros comerciais na Península Ibérica. Estes factores estão, naturalmente, dependentes da evolução da situação económica e de crise de dívida soberana em Portugal e Espanha", afirmou, no mesmo comunicado, o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Sonae foi de 266 milhões de euros, uma variação de um por cento face aos primeiros seis meses de 2011, com uma margem de EBITDA de 10,5 por cento.
No campo do retalho alimentar, a Sonae MC, detentora do Continente, atingiu os 1.535 milhões de euros em vendas no primeiro semestre, "quase em linha com o ano anterior" quando registou 1.558 milhões em idêntico período.
Por seu lado, a Sonae SR, no domínio do retalho especializado, atingiu vendas de 544 milhões de euros, menos um por cento do que em igual período de 2011.
Paulo Azevedo realçou "a capacidade do negócio de retalho alimentar em reforçar a sua posição de liderança no mercado durante o primeiro semestre", enquanto em termos da electrónica de consumo esta "continuou a adaptar-se de uma forma notável às substanciais quedas de mercado".
O investimento total do grupo foi de 111 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, tendo havido uma redução do endividamento total líquido em 54 milhões.
Source: CMJornal http://goo.gl/c7DEQ